Posts tagged ‘Chanel’

Um pouquinho da história da moda

Eu sou apaixonada pela história da moda. Acho importante percebemos o contexto para saber o porque de estarmos vestindo certo tipo de modelo de roupa ou tecido. Encontrei um post gringo falando mostrando um pouco das características do vestuário de cada década, de 1920 a 1990 e me inspirei para falar um pouco sobre isso. Falarei de uma década por post para não ficar cansativo.

Então, cada semana, um década. Espero que gostem.

1920

Foto de 1929 - Gabrielle Chanel

A moda na década de 20 é representada por:

  • meninas com vestidos marcados na altura do quadril (tipo os das dançarinas de Charleston);
  • franjas;
  • babados nas saias dos vestidos;
  • estrutura mais solta no corpo;
  • estilo mais masculinizado;
  • corte de cabelo: curto com ondulações.
  • colares longos
  • colares de pérola
  • chapéus
  • tons pastéis e cores suaves

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Se você prestar atenção no que estão vestindo, algumas peças da década de 20 estão in hoje: franjas, babados, a nossa liberdade de poder vestir um terninho, cabelos curtinhos e repicados… o que mais? Os nosso tons NUDE de hoje, que falam tanto como se fosse algo novo. Só o cabelo meio ondulado estilo o que a Chanel usa na foto que não me agrada. Nem essa mistura de estampas aí… Coisas e gostos de cada década.

inspiration from  College Fashion

02/09/2010 at 16:26 Deixe um comentário

Pele bonita é um luxo!

Olha que bacana esse editoral produzido pelo maquiador artístico Peter Philips e o fotógrafo Richard Burbridge. A inspiração para essa produção foi o trabalho de Man Ray, um fotógrafo da Filadélfia, superimportante no movimento dadaísta de Nova Iorque.

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Achei interessante o fato de não deixar visível os olhos, exatamente a janela da alma. Onde a gente vê o brilho (ou a falta dele) do que a pessoa realmente é. Falar olhando nos olhos, falar com os olhos, mostrar seu ser. Muitos não conseguem fazer isso.

Philips é o diretor criativo global de maquiagem, da Channel. Sobre essa abordagem, olha o que ele fala: “A maquiagem pode mascarar a mulher, a escondendo por trás dela. Comparo isso com uma mulher bastante produzida com muitos acessórios e que utiliza sempre roupas da moda. As roupas e acessórios quase sempre funcionam como uma armadura, uma blindagem.”

Ele diz valorizar a máxima de que menos é mais. E que hoje estamos num meio termo entre o make exagerado dos anos 80 e o simplismo da cara lavada do começo dos anos 90.

Gostei. Pensar fora da caixa é o máximo! Pena que são poucas as pessoas que realmente conseguem, portanto na maioria dos casos, não vende. Ninguém entende a mensagem. E fico pensando: muita gente diz que a roupa é uma forma de expressar o ser e tal, mas será que não pode ser também uma forma de se transformar num personagem ao invés de mostrar quem a gente é? Para pensar…

via

03/06/2010 at 19:22 Deixe um comentário

Flutuando

Um dia desses eu comecei um post, que virou rascunho e que agora é post de novo, sobre fotografias de moda. Eu quis falar sobre coisas que pegam. É engraçado como tem coisa que pega. Estilo de imagem de moda é uma coisa que pega muuuito! Existem épocas em que é legal imagens p/b,  outras em que legal é estar mostrando roupas chiquérrimas no meio de uma floresta. E, hoje, se tem um estilo de imagem de moda que andam copiando por aí, esse estilo é o da Lacoste.

Eu achei realmente que tudo era muito lindo e novo. Até ver a reciclagem de gostos, que Largerfeld acabou de fazer com a Chanel (inclusive estou lendo o livro da história dela : que tem na Cosac Naify – é uma sugestão de história de vida!), e, depois, ao folhear meu livro de propagandas da moda e ver que nada é novo. Talvez adaptado. E me digam, se não existem semelhanças:

Esse anúncio é sobre Chanel n. 5 de 1973, de um livro da Taschen, só com anúncio de moda da década de 70. Muita gente falou do estilo flutuante de anunciar à la Lacoste como algo original. Será??

No, no, no!

15/05/2010 at 08:02 Deixe um comentário

A beleza do artesanal

Vivemos num mundo de evoluções tecnológicas tão rápidas que na maioria das vezes não conseguimos acompanhar. Veja pelo Ipad que chegou semana passada e ninguém sabe exatamente o que fazer com o mais novo gadget da Apple.

A tecnologia também influi no mundo da moda. O que nos distancia um pouco do modo como fazer as coisas. No tempo das costureiras, por exemplo, quando não havia a produção em massa de vestuário, você olhava uma revista, escolhia um modelo, pedia alguma alteração, definia a cor e tinha uma roupa do jeitinho que você queria. Com a evolução tecnológica no mercado têxtil você apenas escolhe entre as opções já escolhidas. Definiram modelos, cor, tamanhos e ali está o seu restrito leque de opcões. Por isso eu acho gostoso estimular o artesanal. O que é feito pela mão humana dificilmente pode ser repetido igualzinho. Cada peça feita pelo artesão é única! E o melhor de tudo é que o artesão pode ser você. Claro que nem todo mundo tem o dom da paciência de um trabalho meticuloso, feito à mão. Mas, quem não tem, pode muito bem incentivar essa cultura do artesanato comprando as coisas legais que esse profissionais/artistas inventam. Eu apoio demais e adoro!

E, umas das coisas que a gente precisa saber é que a alta costura francesa trabalha exatamente esse conceito. No atelier da Chanel, por exemplo, existe um time de artesãs para dar conta dos alguns poucos consumidores que poderão comprar algo tão único, como as peças da Alta Costura. Lá existe a valorização da singularidade.

CHANEL HAUTE COUTURE SS 2010

Adorei, por exemplo ver fuxicos na passarela Chanel no desfile de Haute Couture SS 2010, em Paris.

CHANEL HAUTE COUTURE SS 2010

É chique ver fuxico com a grife Chanel. Mas prefiro mil vezes o gosto brasileiro, que adora uma mistura de estampas de chita. É uma cultura do Brasil, cultura do nordeste. O fuxico faz parte da nossa história.

01/02/2010 at 17:01 Deixe um comentário

A clássica Chanel

Existem clássicos. Chanel faz parte dessa definição. Quer saber o que é clássico, elegante e atemporal na moda? É só pesquisar um pouco sobre Chanel, a marca criada por Gabrielle Chanel. Com sua personalidade forte, Gabrielle conseguiu desenvolver um estilo único e duradouro. Até hoje usamos peças criadas por ela há muito tempo. Sabe os colares de pérolas que estão na moda? Sabe o pretinho básico, indispensável em qualquer guarda-roupa? Sabe aquele estilo de costura em bolsas que dão uma textura de losangos? E aquelas bolsas com alcinha de corrente? Tudo isso é culpa de Chanel. Ela, inquieta e inconformada com a moda que via, criou o original, o diferente que consegue perdurar. E olha que moda nasceu para acabar. Mas quando é bem estruturada, torna-se estilo, vira clássico e fica.

Faz um mês que foi lançado Brasil um filme chamado Coco antes de Chanel. Eu vi só essa semana! Vale a pena conferir como a inquietação da criatividade produz elementos únicos. Você pode ver também como ter essa vontade de criar, de ser diferente nem sempre vem de pessoas com alto poder aquisitivo: a Gabrielle era pobre e conseguiu ver e ir além. Mais que isso, confiava na sua criação. Eu adorei! Para quem ainda não assistiu, veja o trailer abaixo e depois confira o filme:

10/12/2009 at 19:56 Deixe um comentário


Por trás e atrás da moda que pega…

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