Posts tagged ‘cultura’

Mundo de tricô

A artista americana Agata Olek, propõe uma forma bem diferente de fazer arte. Com o tricô ela produz peças que vão muito além dos casacos com cara de “vovó que fez”. Ela ousa ao fazer do simples tricotar instalações que remetem a um mundo de tricô. A vida tricotada.

Em sua recente exposição em Nova York, ela cobriu todo o espaço de tricô e decidiu também apresentar seu trabalho além galeria.

Grupo de perfomistas tricotados andavam pelas ruas e, claro, causaram a estranheza de quem passou pelas redondezas da galeria Christopher Henry. Já pensou encontrar um desses por aí? rs.

O legal é que quem visitava a exposição recebia um mapa com a localização de outros lugares onde se poderia encontrar algo da vida real, em tricô.

Dá uma certa agonia ver esse povo tricotado até a alma! Mas dá uma super sensação de quentinho, né? Tempos atrás eu vi um filme lindo de uma Companhia de Gás, que mostrava um dia comum de inverno, onde o tricô representava a presença do gás em toda a casa, aquecendo desde o ambiente até a água.

Mas o que a Agata na verdade quer mostrar pra gente é que a vida e a arte estão sempre juntas. São inseparáveis. É engraçado como um tricô dá pano pra manga, né? A vida é desse jeito. Cada coisa pode gerar várias outras. Um conceito, uma ideia faz parte de uma ramificação e pode gerar outras ramificações.

A beleza da vida está no tricotar constante das nossas ideias, das nossas conversas e, principalmente no relacionamento tricotado entre pessoas.

 

imagens via

04/12/2010 at 21:53 3 comentários

A beleza do artesanal

Vivemos num mundo de evoluções tecnológicas tão rápidas que na maioria das vezes não conseguimos acompanhar. Veja pelo Ipad que chegou semana passada e ninguém sabe exatamente o que fazer com o mais novo gadget da Apple.

A tecnologia também influi no mundo da moda. O que nos distancia um pouco do modo como fazer as coisas. No tempo das costureiras, por exemplo, quando não havia a produção em massa de vestuário, você olhava uma revista, escolhia um modelo, pedia alguma alteração, definia a cor e tinha uma roupa do jeitinho que você queria. Com a evolução tecnológica no mercado têxtil você apenas escolhe entre as opções já escolhidas. Definiram modelos, cor, tamanhos e ali está o seu restrito leque de opcões. Por isso eu acho gostoso estimular o artesanal. O que é feito pela mão humana dificilmente pode ser repetido igualzinho. Cada peça feita pelo artesão é única! E o melhor de tudo é que o artesão pode ser você. Claro que nem todo mundo tem o dom da paciência de um trabalho meticuloso, feito à mão. Mas, quem não tem, pode muito bem incentivar essa cultura do artesanato comprando as coisas legais que esse profissionais/artistas inventam. Eu apoio demais e adoro!

E, umas das coisas que a gente precisa saber é que a alta costura francesa trabalha exatamente esse conceito. No atelier da Chanel, por exemplo, existe um time de artesãs para dar conta dos alguns poucos consumidores que poderão comprar algo tão único, como as peças da Alta Costura. Lá existe a valorização da singularidade.

CHANEL HAUTE COUTURE SS 2010

Adorei, por exemplo ver fuxicos na passarela Chanel no desfile de Haute Couture SS 2010, em Paris.

CHANEL HAUTE COUTURE SS 2010

É chique ver fuxico com a grife Chanel. Mas prefiro mil vezes o gosto brasileiro, que adora uma mistura de estampas de chita. É uma cultura do Brasil, cultura do nordeste. O fuxico faz parte da nossa história.

01/02/2010 at 17:01 Deixe um comentário


Por trás e atrás da moda que pega…

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